Citado no mesmo comunicado, Carlos Ribas, representante da Bosch em Portugal, assevera que decisão da casa-mãe "nada tem que ver com o desempenho do negócio ou dos trabalhadores, mas antes com a estratégia da empresa para o futuro". O grupo Bosch anunciou esta quinta-feira à tarde que está à procura de um comprador para a maior parte do negócio de produtos da divisão Building Technologies, uma decisão que afetará a fábrica que a multinacional de origem alemã tem em Ovar, onde emprega 1200 trabalhadores. ▲Com vendas de 2.100 milhões de euros no ano fiscal de 2023, mais 1,7% face a 2022, a Bosch Portugal criou 450 novos empregos no país no exercício passado Mesmo tencionando "encontrar comprador dentro dos parâmetros da Bosch e com estratégia para o futuro" da unidade de Ovar, a empresa disse não estarem em risco os empregos ali existentes. O futuro passará por continuarmos a apostar nas competências de desenvolvimento que hoje felizmente estão instaladas no país.

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Recorde-se que esta área de negócio conta com cerca de 5000 colaboradores, está presente em 90 locais em todo o mundo e factura cerca bosch-career.pt de 3 mil milhões de euros. Os produtos saídos das unidades do grupo alemão em solo português foram exportados para mais de 50 países e representaram mais de 97% das vendas. Anos mais tarde, tornou-se responsável pelo grupo de desenvolvimento de esquentadores da empresa que em 2009 passou a ser o Centro de Competências da Bosch a nível mundial para tecnologia de água quente, com 80 colaboradores.

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Meses depois de ter colocado à venda a divisão de Building Technologies, a Bosch anunciou que chegou a acordo com a Triton, que ficará, entre outros, com a unidade da fabricante alemã em Ovar. A Bosch tem fábricas em Braga, Aveiro e Ovar e um centro de serviços em Lisboa, onde emprega 3.700, 1.600, 1.200 e 650 trabalhadores, respetivamente. “A decisão irá afetar cerca de 4.300 colaboradores em mais de 90 localizações em todo o mundo, incluindo cerca de 1.200 colaboradores em Ovar”, avançou, na altura, a Bosch em comunicado. De cada vez que a Bosch investe em novos projetos em solo nacional está a aprofundar ainda mais um compromisso com o país, numa relação que já é histórica. Para apoiar a evolução do negócio das e-bikes, tanto em Ovar como em Braga, a Bosch criou também uma equipa específica de suporte técnico, serviços pós-venda e marketing, localizada nos escritórios comerciais de Lisboa.

No entanto, logo no mês de Abril a empresa conseguiu voltar ao seu nível de actividade e facturação normal, tendo mesmo a partir do mês de Maio começado a receber encomendas acima do previsto, conseguindo alcançar resultados bastante positivos. O projecto aposta na criação de um sistema com componentes inovadoras que permitirão recolher e analisar dados de produção com recurso a câmaras e outros dispositivos sensoriais. No ano passado, esse número situou-se em 90 milhões. Por outro lado, a tendência em termos de produção automóvel é para que se produzam menos carros. “Há uma indefinição em termos de tecnologia”, completa. A condução autónoma é outra das áreas que está focada na unidade minhota.

Esta unidade está “em fase de crescimento” e vai produzir também bombas de calor, estando já garantida uma “autorização para construir uma segunda linha das bombas de calor” na fábrica de Aveiro, detalha o mesmo responsável. A garantia foi dada por Carlos Ribas, notando que esta é uma empresa tecnológica e “o investimento em tecnologia é extremamente caro”. O grupo diz ter abertas centenas de vagas de trabalho nas várias unidades do grupo, estando neste momento a recrutar para Braga, Ovar e também Lisboa. Depois de ter contratado mais 450 pessoas no ano passado, o grupo alemão, que é um dos maiores empregadores e exportadores do país, prevê continuar a reforçar a sua força de trabalho, que já supera os 7.000 colaboradores.

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O resultado �, n�o s� a necessidade de aumentar as equipas, com 64 novos colaboradores, mas tamb�m um peso crescente que este projeto vai tendo na fatura��o desta unidade, e que no pr�ximo ano se prev� chegue aos 30 milh�es de euros. Esta unidade da Bosch ser� respons�vel pelo desenvolvimento, industrializa��o e produ��o de Connect Devices para as eBikes, nomeadamente, displays e remote controls, solu��es respons�veis por fazer a gest�o e o controlo do equipamento. No caso da unidade da Bosch em Ovar, a cria��o de uma equipa para o projeto eBikes traduz-se num investimento de 6,5 milh�es de euros e no recrutamento de cerca de 300 pessoas para as opera��es, 30 novos colaboradores para as �reas t�cnica e de engenharia, e mais de 20 perfis especializados para I&D.

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Aveiro é uma fábrica extremamente importante para Bosch. “Portugal já não é, para a Bosch, um país apenas de manufatura”, garante o responsável da multinacional em Portugal, acrescentando que o grupo está a deixar que a parte do conhecimento, da inovação e serviços também venham para Portugal. Isto significa que a venda da fábrica de Ovar poderá ter um impacto até 20% na faturação gerada em Portugal. Bosch vende 2.100 milhões e já emprega 7.000 em Portugal Entre estes trabalhadores estão os cerca de 1.200 que fazem parte dos quadros da unidade de Ovar.

Nova unidade fabril da Eurocast inaugurada em Estarreja

Para além da inauguração da nova área produtiva da sua fábrica EMS (Electronics Manufacturing Services) em Ovar, o evento será também aproveitado para a Keenfinity fazer a apresentação dos resultados do projeto de “Sensitive Industry”, desenvolvido em parceria com a Universidade do Porto e o INL – Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia. “A nova área produtiva, com 3.800 metros quadrados – equivalente a 14 campos de ténis –, reforça a capacidade da Keenfinity para responder a novos mercados, duplicar o volume de vendas e criar empregos altamente qualificados, elevando a equipa para além dos atuais 1.000 colaboradores, dos quais mais de um terço em I&D”, realça a empresa, em comunicado. Quatro meses depois de ter assumido o comando da fábrica em Ovar, a Keenfinity anuncia que vai inaugurar na próxima sexta-feira, 5 de dezembro, uma nova fábrica no complexo ovarense, numa cerimónia que contará com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro. A 1 de julho deste ano a nova dona revelava que a operação tinha sido concluída, passando este negócio a ser operado por uma empresa independente dentro do seu portefólio, a qual foi batizada de Keenfinity. O 5G permitirá que conceitos de manufatura completamente novos sejam implementados, permitindo assim agilizar e melhorar o trabalho dos colaboradores na produção e logística. Na visão da fábrica do futuro, apenas o piso, o teto e as paredes não poderão ser movidos.

Novo edif�cio BOSCH BUILDING TECHNOLOGIES

  • Devido à pandemia, a unidade da Bosch em Ovar foi afectada pelo cerco sanitário, tendo visto a sua produção reduzida para cerca de 50% em Março.
  • Existindo ainda uma margem para expansão”, ou seja, os produtos são made in Portugal e continuarão a ser, disse.
  • No que concerne aos próximos passos da execução desta tecnologia inovadora, o objetivo passa por explorar casos de uso em que o tempo de resposta é um fator crítico, com aplicação relevante sobretudo no caso de robótica móvel, onde é essencial reagir de forma rápida e sempre consistente, por exemplo no caso de se deparar com um obstáculo, de forma a conseguir validar a robustez prometida pela implementação desta tecnologia.
  • Investimento de 1.000 milhões na produção de bombas de calor até 2030

(…) queremos ir mais-além com soluções preditivas e que tragam uma camada de inteligência adicional”. Em 2024 “fizemos um investimento contínuo em novas soluções e lançámos a cada dois meses uma nova solução. A empresa destacou a solução de detecção de armas de fogo através de assinatura de áudio e vídeo e a solução de alertas baseados na aparência. “A fábrica de Ovar é enorme, onde está a ser feito um grande investimento e é hoje um centro de competências a nível mundial.